São Miguel do Araguaia recebe projeto ABC Cerrado

  • Data: 02/09/2015

                                                              Nayara Pereira e Douglas Freitas

Igor explicou passo a passo do projeto aos presentes. Foto: Fredox CarvalhoEncerrando a programação do Seminário de apresentação do Projeto ABC Cerrado, de agosto, nos municípios goianos, na última sexta-feira (28), a cidade de São Miguel do Araguaia recebeu informações sobre desmistificação dos conceitos do projeto, aplicabilidade das tecnologias de baixa emissão de carbono, além das vantagens e resultados dessa aplicação. Apresentado por técnicos das entidades parceiras como, o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar) em parceria com Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). O evento ocorreu, no parque de exposição da cidade e contou com a presença de produtores da região.

Responsável por apresentar o projeto aos participantes, o assessor técnico do Senar, Igor Borges, destacou as vantagens e a importância da adequação do projeto na propriedade. “São técnicas fundamentais para o bom desenvolvimento do campo e fazem a diferença em uma propriedade”, destacou. Os seminários também auxiliarão na mobilização dos produtores rurais, dentro do perfil estabelecido.

Das tecnologias abordadas, os produtores rurais receberam informações referentes ao Sistema Plantio Direto, à Recuperação de Pastagens Degradadas, à Integração Lavoura-Pecuária-Floresta e às Florestas Plantadas, todas propostas pelo Plano de Agricultura de Baixa Emissão de Carbono (Plano ABC). Além do assessor técnico do Senar, representantes do Mapa e também da Embrapa estiveram presentes no seminário.

Foco na mudança

Ricier ao lado da esposa, Angela no seminário ABC Cerrado. Foto: Fredox CarvalhoRicier Edmar Sôffa, produtor da região veio em busca de novas práticas para serem adequadas em sua propriedade de 150 hectares. E segundo ele, a intenção é implantar ainda este ano. “Preciso melhorar minha produção e trazer novas tecnologias, então os temas sobre o projeto chamaram minha atenção e pretendo colocá-lo nela”, salientou.
Os produtores rurais interessados em participar dos Seminários do Projeto ABC Cerrado poderão procurar os Sindicatos Rurais (SRs) de seus municípios, onde encontrarão esclarecimentos para possíveis dúvidas referentes ao projeto, à inscrição e demais singularidades. Até o dia 18 de setembro, outros nove municípios de Goiás receberão os encontros com o mesmo objetivo de apresentação e mobilização. No total, 15 cidades goianas receberão e participarão das palestras.

ABC Cerrado

Com recursos do Programa de Investimento em Florestas (FIP), administrados pelo Banco Mundial, o Projeto ABC Cerrado, parceria entre o Senar, o Mapa e a Embrapa, visa a produção sustentável em áreas já convertidas para uso agropecuário no bioma cerrado. Em si, o objetivo é disseminar práticas de agricultura de baixa emissão de carbono e, além disso, fazer com que produtores rurais se sensibilizem e passem a investir em sua propriedade de forma a ter retorno econômico, mas sempre pensando na preservação ambiental.

O Projeto, como um todo, estrutura-se em três etapas: a primeira refere-se aos seminários de sensibilização, os quais ocorrem em Goiás a partir deste mês. A segunda tem por base as capacitações, onde o Senar Goiás irá executar os cursos referentes às tecnologias do Plano ABC. Após a realização das capacitações, a terceira etapa caracteriza-se pela assistência técnica, onde os produtores que desejam implantar as tecnologias em sua propriedade terão assistência dos técnicos do Senar Goiás, capacitados pela Embrapa, durante um ano e meio.

Sete estados brasileiros, cujos domínios encontram-se sob o bioma cerrado, participam do projeto, sendo eles: Bahia, Goiás, Maranhão, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Piauí, Tocantins, além do Distrito Federal. Porém, apenas Goiás, Tocantins, Minas Gerais e Mato Grosso receberão a assistência técnica pelo período de 1 ano e meio. Do Senar Goiás, o técnico-adjunto Leonnardo Cruvinel ressalta que serão 15 técnicos atendendo em todo o Estado e cada um será responsável por 20 propriedades rurais. Além disso, cada técnico deverá implantar pelo menos uma Unidade de Referência Técnica (URT), para servir de base às demais, e realizar um dia de campo com base em uma das quatro tecnologias propostas.

“Fomentar uma produção mais sustentável é altamente importante, então, quando se trabalha com as quatro tecnologias há uma intensificação da produção com a diminuição de gases do efeito estufa, o que é o intuito do Projeto: produzir cada vez mais e poluindo cada vez menos o meio ambiente e a emissão de gases, e não precisando abrir novas áreas. Além disso, melhorando a renda do produtor rural”, acrescenta Leonnardo.

A execução do projeto se estenderá até julho de 2017, quando se encerrará o recurso de US$ 10,62 milhões do Banco Mundial, após a data o Senar poderá definir e optar por dar continuidade ao projeto. No mesmo ano, relatórios contendo número de produtores atendidos, melhorias na produção e na redução na emissão de gases de efeito estufa, além dos índices alcançados, deverão ser apresentados ao Banco Mundial como espécie de contrapartida.

*Se interessou? Para saber mais e participar basta entrar em contato com o Senar Goiás pelo telefone: (62) 3412-2704 • (62) 3412-2703