palestras dia 21 4O salão de eventos do Sindicato Rural de Porangatu recebeu na tarde do primeiro dia (21) da Exposição das tecnologias voltadas ao desenvolvimento da pecuária - Expopec, duas palestras sobre a produção, colheita e armazenamento da silagem. A discussão fomenta o complemento da dieta animal, pois é baseada em energia e rica em proteína.

O engenheiro agrônomo, produtor rural, com mestrado e doutorado em genética e melhoramento de plantas, Otávio Briganti ministrou a palestra “Produção de Silagem de Alta Qualidade” informando que, a silagem é voltada para a qualidade. “A palavra de hoje é a tecnologia porque o retorno é positivo. Precisamos avaliar o solo e o nosso clima dentro dos aspectos agronômicos. E para produzir com qualidade é importante que se faça um planejamento da silagem no ano interior,” afirmou ele.

Ele ressaltou durante a palestra que a calagem é importante para produzir uma silagem de qualidade na tendência de melhorar o solo. “Existe uma época ideal de cada cultivar e o produtor precisa estar atento e se certificar quanto aos materiais utilizados antes de plantar, considerando os parâmetros de qualidade para a silagem,” conclui o engenheiro. As diferenças de cada silagem são consideráveis de acordo com Briganti, que exemplificou sobre a cana e o capim como opções. “A cana é uma opção para a silagem, enquanto picada e matéria seca. Já o capim é barato, mas apresenta qualidade mais baixa,” conta.

Colheita e Armazenamento de Silagem

O instrutor do Senar Goiás, médico veterinário, especialista em produção de ruminantes, mestre e doutorando em sanidade animal, Sáudio Vieira Peixoto abordou em sua palestra que o produtor deve se preocupar com qual cultivar escolher já que ao preparar a silagem, a concentração de nutrientes 

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possibilitará ao gado nutrição de qualidade.

Outros pontos abordados por ele correspondem ao tamanho da propriedade e a eficiência da máquina. “Se o maquinário é terceirizado está colhendo de muita gente. A avaliação que devemos fazer é a compactação do material seco. Se a função da máquina é quebrar o grão, isso é importante avaliar,” afirmou ele. De acordo com o instrutor, uma silagem não pode aquecer 10 graus e o monitoramento precisa ser realizado com o termômetro. Um material citado pelo especialista foi a lona para a vedação da silagem. “A lona precisa ser resistente ao ambiente  como clima, luz e apresentar qualidade que passa por testes porque é necessária uma ausência de oxigênio dentro do silo,” conta. Ao final da palestra ele disse sobre a importância dos treinamentos e cursos realizados pelo Senar, e que o produtor precisa utilizar a entidade como diferencial de suas atividades.

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Fotos: Fredox Carvalho e Lucineide Shoks Fotos