O circuito de palestras continua contribuindo para o engrandecimento da terceira edição da EXPOPEC, em Porangatu. 

saulo diogo de assis

   Na manhã de sábado (23), o público participou do Painel 3, com tema “Diversificando a produção pecuária, otimização de recursos e rendas”. O painel trouxe palestras que abordaram formas diferentes de recursos que não seja oriundo da criação de gado bovino.

   No primeiro momento uma explanação sobre criação de frangos caipiras, no segundo momento a produção de carne suína e encerrando a manhã uma abordagem sobre a ovinocultura. 
   Abrindo o circuito de palestras, o professor da UFG Saullo Diogo de Assis falou sobre o Mercado e Tecnologias aplicadas na produção de frangos do tipo Caipira. Realçou que hoje o Brasil é o segundo maior produtor mundial de frango, perdendo apenas para EUA.  O objetivo da palestra é trazer uma reflexão a respeito dos melhoramentos genéticos, as formas de ambiência e nutrição e demonstrar como lidar com os entraves da avicultura. 

  Segundo Saullo, ao contrário do que muitos podem pensar, o perfil do consumidor de carne de aves mudou bastante. Hoje o consumidor tem acesso à informação e antes de consumir qualquer produto, de origem animal, busca pela qualidade e procedência do animal.  Além disso, o professor reforça que grandes indústrias começaram a adquirir para o uso em produção somente ovos caipiras, a exemplo da fábrica “Dona Benta”. “É uma oportunidade de produzir ovos livres de gaiola, e carne de frango do tipo Gourmet, frango caipira, que é vendida a um nicho da população muito mais exigente.”, explica o palestrante. O frango caipira é considerado um produto diferenciado, com maior valor agregado, maior valor de mercado e está ligado a valorização da cultura goiana.

   Segundo o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento – MAPA, sobre a avicultura, hoje existem 14.449 unidades de produção de frangos registradas, que envolvem 47 mil trabalhadores diretos ou indiretos. O que se destaca é a margem de crescimento anual que chega a 30% ao ano, e movimenta em exportação 150 milhões de dólares. 

   Conforme o Prof Saullo, ainda existem alguns processos que precisam ser aprimorados na produção de frangos Caipira para atingir o nível de qualidade exigido pelo consumidor. Entre as mudanças necessárias estão: ambiência e instalações deficientes; manejo alimentar deficiente; a deficiência no controle dos custos e no manejo sanitário; escala de produção. Ao mesmo tempo há uma série de tecnologias que podem aprimorar esse processo produtivo, selecionando geneticamente as linhagens específicas, e mantendo cuidados na alimentação do animal, na criação, mantendo instalações adequadas, limpas, e aprimorando do planejamento estratégico afim de alcançar um melhor resultado. “O consumidor quer que o frango seja livre e feliz, com acesso a pastagem para que todas as características sejam impregnadas na carcaça.”, complementa o professor.

  Por Adriane Pires

Fotos: Larissa Melo e Anne Vilela