O circuito de palestras contribui para o engrandecimento da terceira edição da EXPOPEC, em Porangatu. O circuito de palestras contribui para o engrandecimento da terceira edição da EXPOPEC, em Porangatu. 


painel 3   Na manhã de sábado (23), o público participou do Painel 3, com tema “Diversificando a produção pecuária, otimização de recursos e rendas”. O painel trouxe palestras que abordaram formas diferentes de recursos que não seja oriundo da criação de gado bovino. No primeiro momento uma explanação sobre criação de frangos caipiras, no segundo momento a produção de carne suína e encerrando a manhã uma abordagem sobre a ovinocultura. 
   Abrindo o circuito de palestras, o professor da UFG Saullo Diogo de Assis trouxe a palestra Mercado e Tecnologias aplicadas na produção de frangos do tipo Caipira. Realçou que hoje o Brasil é o segundo maior produtor mundial de frango, perdendo apenas para EUA. O objetivo da palestra é trazer uma reflexão a respeito dos melhoramentos genéticos, as formas de ambiência e nutrição e demonstrar como lidar com os entraves da avicultura. 
   Além disso, o professor reforça que grandes indústrias começaram a adquirir para o uso em produção somente ovos caipiras, a exemplo da fábrica “Dona Benta”. “É uma oportunidade de produzir ovos livres de gaiola, e carne de frango do tipo Gourmet, frango caipira, que é vendida a um nicho da população muito mais exigente.”, explica o palestrante. 


   Dando continuidade ao ciclo de palestras, o Presidente da Comissão de Suinocultura da FAEG, Iuri Pinheiro, fala sobre o tema: “Suinocultura: por que, quando e como investir na atividade”. A início, traz alguns dados importantes. Hoje existem mais de 15 mil produtores de carne suína no Brasil, tornando o país o quarto maior produtor/exportador mundial. As maiores matrizes estão concentradas da região sul e sudeste, e dentro do estado de Goiás o foco está na região de Rio Verde. “Nossa carne suína é reconhecida como de qualidade. Rússia, China e Argentina são os maiores comprados. Nos últimos 10 anos o consumo per capita de carne suína na Argentina dobrou.”, explana. 
Segundo Iuri Pinheiro, como todo trabalho rural existe suas vantagens e desafios. As principais vantagens são: atividade agregadora; cadeia produtiva consolidada; mercado interno em crescimento. Contudo, as desafios vêm em maior número: investimento em custeio muito elevados; especificidade das instalações; linhas de créditos restritas; ciclo relativamente longo; mais de 70% do custo relacionado a alimentação dos animais. 

   Encerrando o circuito de palestras da manhã, o consultor do Senar Goiás Tayrone Prado, fala sobre “Custos e Rentabilidade na ovinocultura”, desfazendo alguns paradigmas existentes na criação de ovelhas. “Os produtores de ovinocultura precisam quebrar um paradigma de enxergar a Ovinocultura como negócio, e como tal precisa de gestão, planejamento estratégico, organização corporativa. Não pode ser uma diversão, um hobby.”, alerta o consultor. 
   Conforme sua explanação neste negócio é importante anotar dia a dia o que se gasta, o que entra, como está cada animal, como está o mercado diário, enfim, todos os dados importantes para serem usados na capitalização e maior lucratividade do negócio.  E mais uma vez chama atenção dos produtores, arrematando o Painel “Não existe carne de segunda de cordeiro. Toda carne de cordeiro é macia. O que falta? Assistência Técnica e Gerencial. Ai entra o Senar Goiás.”  

Por Adriane Pires

Fotos: Larissa Melo e Anne Vilela